No labirinto do poder, onde os corredores ecoam com o peso das responsabilidades, os líderes se encontram diante de um dilema atemporal: governar é escrever sem borracha. Cada palavra, cada decreto, cada ação será gravada na pedra da história, deixando uma marca indelével de todos os feitos bons ou ruim.
A caneta do poder, outrora um símbolo de promessa e esperança, transforma-se em um fardo de consequências. Cada traço, antes livre e criativo, agora exige precisão e cautela milimétricas. Afinal, governar é como navegar em um mar de incertezas, onde cada onda representa um desafio e cada rajada de vento exige uma manobra estratégica, hoje com a velocidade da informação nenhuma palavra pode ser dita ou escrita sem que antes tenha sido estudada e planejada. Os líderes, deveriam estar sempre munidos de sua sabedoria e experiência, para se tornarem escribas de um futuro incerto, porém confiante.
Os discursos, outrora inflamados e apaixonados, agora são cuidadosamente ponderados, pois cada palavra pode incendiar paixões ou acender a chama da discórdia, Maquiavel em sua obra “O Príncipe”, embora não se preocupe diretamente com a questão da unidade social, seus escritos podem ser interpretados como um alerta para os riscos de um líder que divide o povo, pois isso pode levar à instabilidade e à perda do poder, esses danos de um governo ruim não podem ser apagados, definitivamente.
No entanto, a ausência de borracha não significa ausência de arrependimento. Os líderes, como todos os humanos, erram e tropeçam. Suas decisões, tomadas sob a pressão do tempo de interesses diversos e a névoa da incerteza, podem gerar consequências inesperadas e até mesmo devastadoras em níveis comerciais, econômicos sem falar na diplomacia que é um caminhar eterno no fio da navalha nesses momentos, o peso da caneta pode se torna um obstáculo nessa caminhada. O líder se vê diante de um dilema cruel: como corrigir seus erros sem comprometer a estabilidade do sistema que jurou proteger?
A resposta, meus amigos, reside na humildade e na coragem. Humildade para reconhecer os próprios erros, admitir as falhas e pedir perdão. Coragem para enfrentar as consequências de suas decisões, buscando sempre o bem comum, mesmo que isso signifique sacrificar a própria imagem ou popularidade. Afinal, governar não é apenas escrever sem borracha, mas também saber reescrever a história com base nos erros do passado. É transformar cada cicatriz em aprendizado, cada queda em impulso e cada desafio em oportunidade de crescimento compreendam, sempre, a magnitude de suas responsabilidades.
A história nos mostra que líderes despreparados, que priorizam seus próprios interesses em detrimento do bem comum, invariavelmente colhem os frutos de sua incompetência. O poder, outrora símbolo de confiança e esperança, transforma-se em um instrumento de destruição, e a sociedade, que depositou suas expectativas em um líder despreparado, é fadada a amargar o gosto da decepção e do arrependimento.
Lembrem-se, meus amigos: governar é escrever sem borracha, mas também é ter a chance de construir um legado que inspire as futuras gerações. Que nossos líderes estejam à altura dessa nobre missão! Aguardo todos na semana que vem. Até la!
Diogo Augusto , o turco, marido, pai, empreendedor, colecionador, pensador, curioso.
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