Numa terra ensolarada da América do Sul, onde o samba e a cachaça correm nas veias do povo, um presidente de sorriso fácil e lábia afiada brada aos quatro ventos que a democracia reina absoluta. Mas, como um palhaço de circo, por trás da maquiagem e do discurso inflamado, esconde-se um déspota disfarçado.
A liberdade de expressão, outrora um direito sagrado, virou mercadoria política. Jornalistas que ousam desafiar a narrativa oficial recebem um “cale-se” com processos judiciais e ameaças veladas. A censura, como um fantasma, ronda as redações, podando reportagens e silenciando opiniões contrárias. Enquanto o povo geme sob o peso da crise econômica, o presidente desfruta de uma vida de luxo e ostentação. Seus banquetes palacianos, regados a iguarias exóticas e vinhos de safra, contrastam com a miséria que assola a maioria da população. Suas viagens internacionais, custeadas pelos cofres públicos, transformam-se em tournées de autopromoção, onde o líder se apresenta como o salvador da pátria, ignorando a realidade de seu próprio país.
A justiça, que deveria ser a guardiã da lei e da ordem, se transfigurou em instrumento de vingança política. Os tribunais, antigamente palcos de debates acalorados e decisões justas, agora são controlados por magistrados subservientes, que curvam a lei aos caprichos do poder ou pelo poder. Opositores são presos sob acusações infundadas, enquanto aliados escapam impunes de seus crimes comprovados.
Diante desse cenário desolador, o povo clamando por justiça. Com seus gritos abafados pela máquina de propaganda do governo, manipulando as informações e distorcendo a realidade. A esperança de um futuro melhor se esvai a cada dia, dando lugar à desesperança e à revolta. E, como um tapa na cara da sociedade, o ministro da justiça daquele país, com ares de deboche, sentencia: “Não me leve a mal, mas hoje é carnaval!”. A frase ecoa como um grito de impunidade, um tapa na cara da sociedade, que se vê refém de um sistema corrupto e injusto.
Ainda há fogo na tocha da resistência, queima ainda nos corações daqueles que não se conformam com a tirania e as injustiças. Jornalistas corajosos, desafiando a censura e a perseguição, continuam a denunciar os abusos do poder. Ativistas e líderes sociais e religiosos, mesmo sob ameaças, erguem suas vozes em defesa da liberdade e da justiça, a verdadeira e em meio ao frenesi do carnaval, onde a alegria e a irreverência tomam conta das ruas, o país fictício da América do Sul se afoga em sua própria farsa. O presidente, fantasiado de democrata, desfila em carros alegóricos luxuosos, enquanto a justiça, cega, muda e surda, assiste impassível à festa da corrupção. Nos bastidores, a elite marxista se diverte com a impunidade dos crimes, brindando com champanhe e degustando com caviar todos os desmandos. O povo, fantasiado de palhaço, dança e canta para esquecer a dura realidade da miséria e da opressão.
Restando a nós torcer pelo fim desse carnaval, para que caia a máscara da democracia. Permitindo que o sol da verdade brilhe, despertando o povo do sono da ilusão, não permitindo que suas vidas sejam aviltadas pelo poder que emana deles próprios.
Vejo todos na próxima semana, espero que tenham gostado desse conto de carnaval, que se guardar semelhança com qualquer realidade é pura licença poética do acaso! Até lá!
Diogo Augusto , o turco, marido, pai, empreendedor, colecionador, pensador, curioso.
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